Da Série #Viagens

O Patrimônio do Matutu

Oie! No último post contamos um pouquinho como foi nossa viagem de celebração de 4 anos casados.

Falamos da ideia de viajar, da estrada, dos locais de parada e das trilhas. Hoje, você vai conhecer um pouco mais da pousada que ficamos, o passeio que fizemos e do banho mais maravilhoso que tomamos na vida!

O Patrimônio do Matutu

Olá, muito prazer!

Santuário natural, O Patrimônio está localizado aos pés da majestosa Serra do Papagaio, nas cabeceiras do vale do Matutu, lugar abençoado por águas puras, cristalinas.

Foi criado para acolher os que buscam conexão e sintonia com o sagrado na Natureza, permitindo que o silêncio, a beleza e o convívio com os elementos naturais ofereçam a pausa que nos torna mais próximos de nossa origem, da nossa tranquila essência.

vista na pousada 5

Seguindo em direção às nascentes do rio principal do vale do Matutu, chega-se a um lugar protegido pelas altas montanhas, onde qualidades originais e primitivas ainda estão intocáveis.

Os jardins, entremeados de riachos e fontes puras, são espaços de repouso e contemplação. A cozinha vegetariana, utilizando produtos locais e orgânicos. O convívio direto com os elementos. A arquitetura espontânea, artesanal e ecológica. O requinte da simplicidade. O conforto que vem da arte de hospedar. E as montanhas ao redor. Tudo conspira para que estar no Patrimônio seja um tempo para a alma, para re inspirar e se recriar.

A cuidadosa ocupação do Patrimônio inspira-se no conhecimento ancestral, nos novos modelos de relação entre homem e natureza e no conceito contemporâneo de ecovillage. Seus 80 hectares fazem parte da Reserva Matutu, uma área belíssima de aproximadamente 3.000 hectares que protege os ecossistemas de altitude da Serra do Papagaio.

Fonte: Patrimônio do Matutu

patrimonio do matutu 1
Casa de Hóspedes – Patrimônio do Matutu
foto oficial patrimonio do matutu 1
Lago na entrada da Pousada (foto oficial do Patrimônio do Matutu)

Nossa experiência

Sério, melhor descrição que essa? Impossível!

patrimonio do matutu - sala de convivencia 1
Sala de convivência
patrimonio do matutu - sala de convivencia 2
À noite, eles acendem a lareira
patrimonio do matutu - sala de convivencia 3
A vista é incrível

Os donos, os paulistas Luiz e Carla, são atenciosos e disponíveis, pronto para nos atender no que precisamos. Há 30 anos moram em MG (10 em Aiuruoca e os últimos 20 no vale do Matutu).  O cuidado – do momento da reserva à nossa chegada – nunca vimos antes.

vista na pousada 6vista na pousada 7

Paula, prima de Carla, é o carisma em pessoa. Boa de papo, ávida por ajudar, cheia de história para contar…

patrimonio do matutu - restaurante 1
O restaurante também tem uma vista de tirar o fôlego

Cada detalhe faz a diferença: a decoração, o cheiro, o visual e à culinária impecável de Marcilene e suas ajudantes (de verdade, acho que nunca comi tão bem na vida!). Detalhe importante: lá não tem energia elétrica… ou seja, não tem geladeira. OU SEJA, tudo que comemos é colhido e feito na hora, em fogão a lenha! Tudo FRESQUINHO!

Gastronomia vegetariana

lanche da tarde - sexta
Lanche da tarde na sexta: bolinho de iogurte, biscoitos integrais, queijo minas fresco, geleia de morango, manteiga e chá de erva doce.
jantar 5 - sexta
Jantar da sexta: torta de palmito (indecente de tão maravilhosa), refogado de quinoa com quiabo e azedinha (uma PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais)
almoço 3 - sabado
Almoço de sábado – prato 1: salada verde com flores comestíveis, cenoura “semi” cozida com cheiro verde e arroz integral com lentinha e cebola caramelizada.
almoço 4 - sabado
Almoço de sábado – prato 2: torta de taioba com parmesão (produzido pelos moradores do Vale) e purê de maçã. O suco foi de guaraná.
lanche da tarde - sábado
Lanche da tarde no sábado: bolo de gengibre, biscoito integram e chá de cidreira.
jantar - sábado
Jantar de sábado: pizza de taioba com pinhão e pizza de abobrinha com parmesão.

Obs.: por ser culinária vegetariana, o João – um carnívoro assumido – passou apertado mas não passou fome. E foi uma excelente oportunidade para nos desintoxicarmos.

A cabana

Optamos por ficar nas cabanas particulares, ao invés da Casa de Hóspedes (a construção principal, com quartos, salas de convívio e restaurante).

patrimonio do matutu - corredor casa de hospedes
Corredor dos quartos na Casa de Hóspedes

E a cabana… Ah! A cabana… Boa parte das paredes cobertas com janelas grandes, a natureza invade o ambiente. De todos os lados temos uma vista privilegiada, total privacidade, uma paz sem igual.

nossa cabana e joao

vista da cabana
Vista da cabana

Gente, mas sem energia, como vocês tomaram banho? Gelado mesmo? O_O 

Não, não. Os chuveiros são aquecidos por um sistema a gás. Por isso, o banho era quentinho e muito revigorante. E um pequeno painel de energia solar dedicado garante o pouquinho de luz na cabana.

Um bônus foi termos ficado offline durante o fim de semana (lá não pega celular nem internet. Não que estivéssemos vivendo “nas cavernas” – em caso de urgência é possível acessar à rede da Casa de Hóspedes). Um verdadeiro detox tecnológico mais do que necessários nos dias de hoje.

entrada da cabanaentrada da cabana 2quarto da cabana 2quarto da cabanacama na cabana

Curiosidade: a trilha do estacionamento, no Casarão, ao Patrimônio é longa e cansativa para quem não está acostumado a esse tipo de atividade. Imagina com malas?! Mas a pousada providencia um burrinho (sim, isso mesmo que você leu, um burrinho) para levar as bagagens. Achei isso bem prático mas, ao mesmo tempo, morri de dó do bichinho.

joao dormindo
João dormindo
amanhecer na cabana
Amanhecer na cabana

A Cachoeira do Fundo

A Cachoeira do Fundo localiza-se há 17km (de carro) a partir da cidade de Aiuruoca e mais uma hora e meia de caminhada, sendo, mais ou menos meia hora em trilha aberta e o restante por dentro de mata, passando pela Cachoeira do Meio e próximo da Cachoeira do Arco Íris.

O acesso à parte superior exige certa experiência em escalada, pois o apoio é proporcionado apenas por cipós e troncos.

Fonte: Site Aiuruoca Minas

A caminhada do Patrimônio até a cachoeira levou em torno de 1h e pouco. Com muitas subidas e descidas, algumas partes bem escorregadias (óbvio que eu caí) e com direito à travessia de um rio (uma aventura a parte e onde eu também caí, rsrsrsrs…).

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Depois de quase vomitar meu coração e com as pernas doloridas, chegamos à Cachoeira do Fundo. E que coisa extraordinária! O lugar parece ser encantado, escondido entre árvores, com a água demonstrando toda a sua força. Lindo, simplesmente lindo!

cachoeira do fundo 3
Cachoeira do Fundo

Obs.: Clarooooo que João e eu não fomos à parte superior. Até o dia anterior, nunca tínhamos feito trilhas como as do Vale. Por isso, não arriscamos.

Banho Relaxante no Ofurô

Para encerrar o sábado, nosso último dia curtindo o paraíso, encerremos a tarde tomando um banho relaxante de ofurô com vista para a Cachoeira do Fundo.

Vale do Matutu - cachoeira do fundo
Olha a cachoeira ali atrás. 🙂

Esse serviço a pousada é cobrado a parte (R$130 para o casal). Mas vou te falar, vale a pena cada centavo, pois é um espetáculo e uma experiência de outro mundo, ideal para fechar o fim de semana perfeito.

Tchau Matutu!

Nosso domingo foi dedicado à aproveitar o delicioso café da manhã, nos despedirmos das pessoas incríveis que conhecemos e dar aquela última olhada no vale.

Pegamos a estrada às 10h e partimos rumo a Belo Horizonte, ansiosos para chegar. Por quê?, você pergunta… Bem, à noite teria Vingadores: Ultimato 😀

trilha 1 - domingo
Na trilha, voltando para o carro

E assim comemoramos mais um ano casadinhos. ❤

Para conhecer mais o Patrimônio do Matutu é só clicar aqui.

autora-diana

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