Da Série #Viagens

Conhecendo o Vale do Matutu

Nem parece, mas dia 25 de abril completamos 4 anos de casados. Como passa rápido… nuh!

E para celebrar outro ano juntos, decidimos fazer uma micro viagem, curtindo o fim de semana em um lugar diferente e inusitado.

Pesquisando no Google, chegamos ao Vale do Matutu.

Vale do Matutu, oi?

Matutu, na língua indígena dos antigos habitantes, significa Cabeceira Sagrada.

Considerado um dos locais mais belos de Minas Gerais, o Matutu conserva muito da sua biodiversidade e recursos naturais intactos, graças também ao cuidado da comunidade local. Repleto de mirantes e cachoeiras, é um vale esplêndido, esculpido nas encostas da Serra do Papagaio, que por sua vez faz parte da cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. Está localizado no município de Aiuruoca e é considerado pela UNESCO como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Fonte: Patrimônio do Matutu

Esse paraíso localizado no sul de Minas, a quase 420km de BH e a 18km (aproximadamente) de Aiuruoca (casa de papagaio, na língua indígena) surpreende e encanta. As mais de 6 horas de viagem (5 horas de rodovia + 1 hora de estrada de terra) não nos assustaram e encaramos tudo como uma grande aventura.

Conhecendo o Vale do Matutu

Nossa pequena aventura começou na sexta-feira, 26 de abril, às 06h da manhã: horário que saímos de casa e caímos na estrada.

estrada saindo de BH

Apesar de longa, contamos com 5 horas rodando em vias em ótimo estado (também, passando por 4 pedágios, era o mínimo, né!?). Fomos pela Fernão Dias e depois pela Vital Brasil até chegar a Aiuruoca.

rodovia vital brasil

estrada da cidade de aiuruoca

O Emporium Daia

Chegando na cidade, paramos no Emporium Daia para aquele pit stop básico antes de pegarmos a estrada de terra. Lá aproveitamos para acertar os últimos detalhes com o pessoal da pousada (que é um caso a parte e terá um post dedicado quase 100% à ela).

A lojinha/quitanda é puro charme – tendo de tudo um pouco, desde de comidinhas até lembrancinhas. A atendente, Bárbara, uma graça, super disposta a responder nossas dúvidas e explicar tudo o que perguntamos.

O Emporium Daia trabalha com alimentos orgânicos e vegetarianos, valorizando a produção local da região. Um verdadeiro amorzinho <3.

Chegando ao Vale

A estrada de terra é bem castigada, nosso carrinho sofreu bastante com o chão irregular cheio de lombadas e buracos. E tivemos sorte! Segundo os moradores, ali complica bastante quando chove, virando uma pista que é pura lama.

comeco da estrada de terra

Tirando isso, a estrada é linda e já dá uma prévia do que nos aguarda.

Após 1 hora de percurso, chegamos ao Casarão: um ponto turístico do vale que além de histórico é um local da Associação de Moradores do Vale, responsável por receber e direcionar os turistas.

Obs.: Não entramos ou tiramos fotos do Casarão. Estávamos mortos de fome, doidos para almoçar e ir para a pousada. Fica para a próxima vez… (sim, com certeza retornaremos 🙂 ).

Estacionamos o carro e nos preparamos para mais um tempo viajando. Como assim? Você pergunta. É que carros são proibidos dentro da reserva e, por isso, é necessário percorrer o resto do trajeto a pé.

Por sorte teríamos uma parada antes de partir para a pousada: o restaurante e pousada da Tia Iraci.

Almoçando na Tia Iraci

Depois de uma curva errada, finalmente acertamos o caminho e em 30 minutos (mais ou menos) chegamos na Tia Iraci.

Comida tipicamente mineira, com tempero gostoso, feita em fogão a lenha e só com ingredientes orgânicos e locais. Que coisa maravilhosa… ainda mais mortos de fome, rsrsrs…

A decoração remete a uma fazendinha no interior de Minas (acho até que é fazenda mesmo). Tudo simples, mas muito caprichoso.

Os pratos são valores fechados, custando em média R$35. A moça monta o prato junto com você, independente de quantidade (para quem come muito é maravilhoso, hehehe). A bebida é à parte.

Eu escolhi o yaksoba integral (sim, eu sei, não é mineiro… mas é uma delícia) e um pratão de salada.

tia iraci - prato diana
Yaksoba e suco de melancia
tia iraci 1 - salada
Salada orgânica
tia iraci 1 - tomate de árvore
Tomate de árvore: a ideia é você espremê-lo na salada, como um limão. O gosto parece uma  mistura de tomate e maracujá.

João foi de arroz, feijão, frango caipira cozido, mandioca frita e farofa de milho.

tia iraci - prato joao
Prato do João acompanhado pelo delicioso suco de melancia.

Escolhemos suco de melancia para acompanhar nosso almoço.

Depois de “comidos” e descansados, partimos para a pousada.

Ah! Detalhe, todo esse trajeto é feito em trilhas, no meio do mato mesmo, abrindo porteiras e tudo o que se tem direito. Hehehehe… (João nunca tinha aberto uma porteira na vida, foi bem engraçado ele tentando desvendar os mecanismos).

Para saber mais sobre a Tia Iraci é só clicar aqui. 😉

Chegando à Pousada Patrimônio do Matutu

Gente… na real, não sabíamos o que nos aguardava. A trilha para a pousada era cheio de subidas! A gente ia subindo e a pousada não chegava, que pânico! Kkkkk…

patrimonio do matutu 1

Nem sei quanto tempo se passou desde que saímos da Tia Iraci e chegamos à pousada. Só sei que eu não era mais uma pessoa, era “um suor”. Foi ali que vi o quanto estou sem condicionamento físico nenhum!

Mas ao chegarmos lá, que recompensa. Não só pela vista, mas pelo atendimento de todos os funcionários do Patrimônio do Matutu.

vista na pousada 3

Como mencionei acima, teremos outro post detalhando tudo sobre esse lugar incrível, que tornou nossa viagem ainda mais especial.

Final do primeiro dia

Nosso dia terminou com um jantar indecente de gostoso, à luz de velas e com um bom papo. Foi perfeito…

jantar 4- sexta
Casal Corvinal

autora-diana

3 comentários em “Conhecendo o Vale do Matutu

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