Viva Conosco

Redação: meu amor pela escrita

Amo escrever… de verdade. Seja certo, errado, sobre mim, sobre coisas, sobre pessoas, sentimentos, comida, filmes, séries. Amo escrever.

Sou uma escritora talentosa? Não sei e, na real, acho que não me importo. Porque o prazer que sinto em escrever, tornar tangíveis as loucuras que se passam na minha cabeça não tem preço.

Por isso minha surpresa, quando minha mãe fez uma faxina na casa dela e encontrou algumas redações minhas da época da 8ª série e ensino médio. Nossa, que viagem no tempo… Foi muito revelador ver como eu pensava e me expressava, em ver o quando mudei, cresci, amadureci, evoluí.

Gostei tanto, que resolvi compartilhar algumas dessas redações aqui no blog. Não vou colocar todas de uma vez, porque são muitas e ainda estou fazendo uma curadoria do que realmente é legal de partilhar. Então, será em doses homeopáticas, uma de cada vez, quando sentir em meu coração que é o momento certo.

A redação do dia

O texto a seguir foi escrito em 2004 (eu tinha 16 anos na época e era super fã da Meg Cabot e da série O Diário da Princesa – os livros, não o filme) para a aula de lógica. O tema era: “Mulheres, que espécie é essa?”.

Curiosidade: gostei de ver que, já jovem, tinha na cabeça a ideia de que mulheres eram fortes, guerreiras e inteligentes. Ok que tem alguns clichês – típicos dos contos de fada traduzidos pela Disney, mas acho que valeu a intenção.

O texto é um pouquinho grande (acho que empolguei na época), mas vale a pena.

A História de Todas Nós

Há muito, muito tempo, existia uma linda mulher que atendia pelo nome de Amélia. Mia, como todos a conheciam, vivia no pequeno vilarejo de Anjolina. Era adorada e conhecida por todos e, como a única mulher de sua casa (sua mãe morreu ao lhe dar a luz) e a mais nova entre os irmãos, tinha todos os seus desejos realizados, mas uma coisa ninguém podia negar: além de linda e excelente dona de casa, era inteligente e, no campo, trabalhava com o esforço de um homem.

vilarejo

Após muitos anos de convivência, as pessoas da cidadezinha deixaram de a olhar com admiração e começaram a olhá-la com receio e desconfiança. Naquele tempo, mulheres que eram além de fortes, inteligentes, eram vistas com preconceito e consideradas bruxas. Mas a jovem Amélia não se preocupava, sabia das fofocas, mas estava feliz e em paz. Seus três irmão mais velhos e seu pai também sabiam que o boato era pura besteira.

No ano em que Amélia completou 17 anos, foi uma grande festa, mas também uma tristeza, pois seu pai, Filipe, teria que fazer parte do exército do rei, que estava protegendo as terras da invasão bárbara. Mia e seus irmãos, Paulo, Vítor e Joel, sabiam que seu pai, provavelmente, não voltaria vivo.

batalha.jpg

Passado um ano após a convocação de seu pai, Mia recebeu a notícia de que ele havia sido morto em batalha e que seus irmãos deveriam se alistar e proteger a fortaleza real. Amélia, como qualquer “menina” de 18 anos, entrou em uma profunda tristeza. Sabia que eles também iriam morrer, lutando com honra, mas iriam morrer.

Sendo assim, Paulo, Vítor e Joel se foram para cumprir seu dever. Eles mal partiram e todos em Anjolina começaram a dizer que Mia era, além de bruxa, amaldiçoada e que a mesma maldição cairia sobre o vilarejo. Amélia, então, fora expulsa por aqueles que, um dia, diziam adorá-la.

Muito triste e decepcionada, ela fugiu para a floresta classificada como A Floresta dos Desaparecidos, pois que lá entrava, jamais retornava.

a floresta

Magoada, mas também com raiva, Mia caminhava durante dias e noites inteiros, até que, após um longo período, ela escutou uma voz longe clamando por socorro. Ela não sabia o que fazer e nem de onde vinha tal voz. A única coisa que percebeu foi o fato da voz ser masculina. Agoniada, não achando o dono dos gritos, ela começou a chamá-lo também: “Senhor, onde está você? Grite mais para que eu possa encontrá-lo!”. Mia ficou nessa busca o dia inteiro, até que, dentro de um calabouço construído em uma rocha, estava o homem que tanto gritava.

amelia

Foi como mágica: eles se encararam e pareceu que o tempo havia parado. Ela o soltou de sua prisão e, novamente, ficaram se encarando, ambos com um largo sorriso nos lábios. Ele disse: “Obrigado, a senhorita salvou a minha vida. Sou Ricardo.”. Ela lhe respondeu com um sorriso e disse-lhe seu nome.

Eles começaram a caminhar juntos, cada um contando sua história. Foi durante esses magníficos diálogos que Amélia descobriu algo espantoso. Ricardo era, na verdade, o príncipe sequestrado pelos bárbaros, filho do rei assassinado e companheiro de seus irmãos no campo de batalha. Ao saber disso, perguntou a Ricardo por que não havia voltado para defender seu reino. Ele ficou sério e respondeu: “Esperava encontrar a mulher que enfrentaria comigo esta batalha, mas agora já a encontrei. Quer ser minha rainha?”. Mia, com a inocência de uma criança, corpo de uma mulher, inteligência de um sábio e com a força de um homem, respondeu dando-lhe um suave e doce beijo em seus lábios.

amelia luta
Amo essa cena de Senhor dos Anéis – Éowyn lutando e botando moral no campo de batalha. Achei pertinente para ilustrar essa parte da história.

Assim, eles retornaram ao reino. Amélia lutou bravamente ao lado do seu amado e seus queridos irmãos. Após meses de batalha, eles finalmente conseguiram vencer os bárbaros.

Com a vitória da guerra, Ricardo foi coroado rei e foi celebrado um grande casamento, no qual todos do vilarejo de Anjolina foram convidados. Amélia, ao conhecer o grande amor da sua vida, arrancou de seu coração o ódio e a tristeza e deu lugar ao perdão e ao amor. Mia se mudou, com seus irmãos, para o castelo, onde teve filhos e viveu feliz para sempre ao lado do seu príncipe encantado.

castelo

Essa foi a história de Amélia: uma mulher que, como todas nós, batalhou, sofreu, chorou, odiou, amou, venceu e lutou para ter uma vida digna e uma realização própria. Parabéns a todas as mulheres! Nós merecemos!

Observação

Avisei que era grande e cheio de referência às princesas da Disney, mas é divertido, não acha? Rsrsrs…

Deve ter alguns errinhos gramaticais aqui e ali, mas a essência permanece.

Ah! Para ler mais sobre mulheres incríveis, você pode conferir este post aqui ou este outro, ambos escritos pela nossa amiga Amanda Oliveira, do Superela.

Obrigada por ler este textão e acreditar no propósito do Viva Conosco.

Imagens: Unsplash e Google

autora-diana

 

3 comentários em “Redação: meu amor pela escrita

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