Da Série #Viagens

Viva Conosco na Europa: Dinant e Bastogne

Olá! Nossos relatos estão próximos do fim… Chegamos ao post que contamos sobre nossos últimos dias na Bélgica.

Se você nos acompanha, viu que já passamos pela Alemanha (aqui e aqui), Holanda (aqui) e que ainda “estamos” na Bélgica (aqui e aqui).

Hoje, você confere nossa estadia em Dinant e nosso passeio emocionante por Bastogne.

Décima primeira parada: Dinant, Bélgica

mapa de dinant

Partimos antes do meio dia de Bruxelas e partimos direto para Dinant. Teríamos apenas uma noite na cidade e sairíamos cedo no dia seguinte para Luxemburgo (com uma parada no caminho).

A viagem durou aproximadamente 1 hora e foi bem tranquila. A estrada para Dinant é simplesmente linda: havíamos saído da rodovia principal e nos deleitamos com as paisagens belíssimas no interior belga.

Ao chegarmos em Dinant já tivemos uma boa impressão: ao contrário das outras cidades que conhecemos, onde há uma mistura de história com modernidade, Dinant é PURA história. Com todo seu jeitinho de cidade pequena, é extremamente encantadora e um ótimo lugar para “se perder” nas ruas.

Nosso primeiro objetivo era deixar nossas malas no hotel para podermos explorar a cidade. Chegamos ao Ibis Hotel, fizemos nosso check in, “largamos” nossas malas no quarto, pegamos aquele mapinha maroto e fomos conhecer a cidade que dizem lembrar “um conto de fadas”.

Antes de almoçar, apesar da fominha que estávamos, fomos conhecer a Catedral de Dinant – uma construção em estilo gótico gigantesca e que é simplesmente linda. Infelizmente estava fechada, mas só pela sua fachada já ficamos encantados.

Logo ao lado da Catedral, fomos para a Cidadela – palco de grandes batalhas na 1ª Guerra Mundial. Uma construção enorme, no topo de uma montanha e que você pode acessar através de escadas (mais de 400 degraus) e elevador.

Como somos insanos, subimos de escada, bufando igual condenados. Porém, nossa recompensa foram vistas maravilhosas da cidade e uma experiência sem comparações.

Dinant 57

A Cidadela é realmente incrível e, também, é um museu que apresenta o envolvimento da cidade na Primeira Grande Guerra. Foi muito emocionante e senti vontade de chorar várias vezes. Há muitas interações com os visitantes, o que te transporta para outro tempo e mexe, de verdade, com as suas emoções.

Passeamos bastante pelo museu, tiramos ótimas fotos e resolvemos descer – dessa vez de elevador – para podemos almoçar.

Obs.: deixamos passar o cemitério, que fica ao lado da Cidadela. Mas, apesar o “esquecimento”, não era um passeio que gostaríamos de fazer. Já estávamos abalados demais com as histórias e imagens do museu.

Almoçamos uma saborosa carne em um restaurante ao pé da Cidadela, logo em frente à Catedral. E claro, pedimos a tradicional sobremesa belga: Dame Blanche.

Dinant 35

De lá, fomos ao museu do Adolphe Sax para conhecer sua história e tirar aquela foto cliché ao lado da sua estátua (esse cara inventou o saxofone). Depois passamos pela ponte Charles de Gaulle, famosa pelos saxofones gigantes em toda a sua extensão.

Passeamos pela outra margem do rio, vimos a Maison Leffe (a cerveja, isso mesmo) mas não quisemos entrar (o preço era bem salgadinho).

Dinant 29

Também pensamos em visitar a Grotte de Dinant mas, como era só uma gruta (aqui em Minas Gerais tem VÁRIAS) e o preço também não estava nada atrativo, desistimos. Porém, nessas andanças, pudemos conhecer um pouquinho mais a cidade, fora do circuito tradicional de turista.

Dinant 27

Passamos mais uma vez pela ponte Charles de Gaulle e fomos em busca do famoso biscoitão de Dinant. Não foi difícil encontrar – em várias padarias, as vitrines estão lotadas desse biscoito. Claro que compramos um. Mas ele não é muito bom não e já virou quase relíquia aqui em casa, uma vez que ninguém curtiu muito seu sabor (ele tem validade de 6 meses).

Dinant 23

“Flanamos” (adoro essa expressão, rsrsrs…) um pouco mais pelas suas fofas da cidade. o lugar é realmente lindo e ficamos imaginando como seria no verão, com o rio cheio, passeios de barco e aquele encantamento no ar.

Retornamos ao hotel para descansarmos um pouco. No caminho, paramos em um mercado para os mantimentos do dia e da viagem no dia seguinte.

À noite, saímos em busca de um lugar para jantarmos ou, pelo menos, fazermos um lanche mais caprichado. Veja nosso choque ao ver que eram apenas 19h e a cidade estava um breu. Praticamente tudo fechado e um ou outro restaurante aberto. Não inventamos muito e optamos por lanchar em um café em frente à Catedral.

De lá, fizemos um trajeto diferente para voltarmos ao hotel e conhecermos a cidade à noite.

Chegamos ao nosso quarto, preparamos nossas coisas para dormir e para viajar no dia seguinte. Partiríamos rumo à Luxemburgo.

Décima segunda parada: Bastogne, Bélgica

Acordamos cedo para pegar a estrada. Iríamos para a Cidade de Luxemburgo, capital de Luxemburgo (dã), mas antes faríamos uma parada em Bastogne, famosa pela grande batalha que lá ocorreu na 2ª Guerra Mundial.

Nos despedimos de Dinant e pegamos a estrada rumo à cidade que se reergueu após uma batalha sangrenta. Nosso objetivo não era tanto conhecer a cidade de Bastogne, mas sim um enorme museu dedicado ao cerco ocorrido na cidade e à Segunda Grande Guerra.

A cidade é bem charmosa e, quando você passa pelas ruas, nem percebe o quanto ela sofreu na guerra (ao contrário da Antuérpia, por exemplo).

O local onde fica o Museu da Guerra é enorme e tem uma magnífica área verde ao redor. Além de um monumento gigantesco de agradecimento aos Estados Unidos pelo apoio na guerra.

O museu é mega interativo e você escuta a história da guerra pela voz de quatro personagens: um menino de 11 anos belga, uma jovem professora que fazia parte da resistência em Bastogne, um soldado americano e um soldado alemão.

bastogne 5

O Cerco de Bastogne foi um grande combate travado por tropas dos Estados Unidos e da Alemanha Nazista ocorrido na cidade de Bastogne, Bélgica, como parte da batalha das Ardenas. O objetivo da ofensiva alemã era capturar os portos da Antuérpia.

Fonte: Wikipedia

Os comentários dos personagens são fortes e os objetos (reais) dispostos nos corredores trazem a tona uma dura e sofrida realidade. Não tive nem vontade de ficar tirando fotos nossas, sabe? Tiramos mais fotos dos objetos do que de nós mesmos. Parecia falta de respeito, sei lá. Não estava certo.

Do museu, subimos no monumento dedicado aos EUA e fomos à cripta em homenagem aos valentes soldados que lutaram na guerra.

bastogne 2

Ficamos lá algumas horas, nos perdemos na história e nos emocionamos de diferentes formas. Saímos de lá um pouco pesados, com tamanha carga emocional que levamos um tempinho na estrada para ansiarmos novamente por Luxemburgo.

Se você curte história, é um excelente passeio. Completo e incrível.

Próximas paradas!
  • Cidade de Luxemburgo, Luxemburgo
  • Metz, França

 

 

2 comentários em “Viva Conosco na Europa: Dinant e Bastogne

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