Cinema em Casa

“Um Homem Chamado Ove” ou a História de um Senhor com Grande Coração

É, na quarta-feira, dia 15 de fevereiro, retornei ao batente e já estou a todo o vapor! A mamata das férias acabou e a rotina está de volta.

Mas isso não impede de continuarmos nossa incrível maratona anual dos filmes do Oscar. Até agora já conseguimos cobrir grande parte dos indicados e acredito que, neste ano, bateremos nosso próprios recorde de filmes indicados assistidos, rsrsrs…

Como já comentei aqui, tivemos alguns filmes que nos surpreenderam bastante. Agora, uma coisa que me deixou mais do que impressionada foi a qualidade dos filmes estrangeiros concorrentes ao prêmio neste ano.

Os filmes estrangeiros, assisti sozinha, pois não fazem muito o estilo do João, e já assisti a 4 dos 5 indicados. Dos que já vi, apenas o alemão Toni Erdmann não me conquistou, com suas quase 3 horas de duração, me deixou cansada (sério, o filme me deixou cansada, aff…). Mas os outros três foram ótimas surpresas e, neste post, comento um que me encantou: A Man Called Ove (Um Homem Chamado Ove), da Suécia.

Descrevendo de forma bem sucinta, o filme traz a história de Ove, um senhor viúvo cujo principal objetivo é “encontrar-se” com sua falecida esposa através de suicídio, mas a intromissão de seus vizinhos e sua necessidade constate de ajuda promete atrapalhar seus planos.

Eu sei, descrito dessa forma, parece um filme extremamente simplório, mas, na minha humilde opinião, ele não o é. De forma totalmente caricaturada, o diretor Hannes Holm consegue apresentar a moral da história: não importa o quanto você já sofreu na vida, ela pode e vai melhorar e, SIM, as pessoas podem ser gentis sem esperar nada em troca.

Ove era um homem amável e prestativo, que sempre estava disposto a ajudar até perder sua esposa e, com ela, suas qualidades, tornando-se um homem amargo, ranzinza e duro com os outros. Mas essa barreira é quebrada, quando seus vizinhos, apesar de toda a grosseria, insistem em ser gentis e agradáveis com ele. Rolf Lassgård, que interpreta Ove, emociona com a sua atuação e evolução ao longo do filme e acaba te conquistando.

Outra coisa bem interessante abordada no filme é a questão da tolerância: entre os personagens, temos uma imigrante (que acaba tendo um papel importante na rotina de Ove) e um homossexual, apresentando uma Suécia multirracial.

Acho legal ver este longa-metragem não apenas como um drama, que por muitos é comparado à novelas da TV, mas também como uma linda história de amor, todos os tipos de amor. Não há muito o que dizer sobre a fotografia e a direção de arte, sendo estes realmente apenas construtores de uma atmosfera que começa “fria” e vai “esquentando” com o passar dos minutos, mas mantendo a característica climática do país em paralelo ao estado de Ove.

Resumindo, gostei MUITO do filme e super indico! Rsrsrs…

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